14/02/2016

Ratos - Gordon Reece


Se me pedissem pra definir este livro em apenas uma palavra, eu diria: INTENSO. Gente! Que livro é esse? É de tirar o sono de tanta intensidade!

Claro que me apaixonei pela capa logo de cara. Aquele buraquinho cortado, o papel de parede (nem notei as manchas de sangue nele – é sério!). Encantada, fui ler a sinopse. Pronto! Ele me ganhou de vez.

Ratos conta a história de Shelley, uma adolescente de 15 anos e sua mãe. Duas pessoas que sofreram a maior parte de suas vidas. Duas pessoas que não conseguem reagir diante de determinadas situações. Duas pessoas que baixam a cabeça para tudo e para todos, por isso se auto-intitulam Ratos.

Um divórcio, uma nova madrasta, a escola, patrões que abusam de sua generosidade, suas amigas de infância que viraram inimigas, o bullying, o atentado... Qual seria a reação de um rato diante de todos estes problemas? Se esconder? Foi o que fizeram.

 A nova casa ficava tão afastada da civilização, perfeita para ratos se esconderem. E assim seguiram suas vidinhas pacatas. Iniciaram uma nova vida. Uma vida perfeita com todo amor que a elas foi negado. Com muita música (Shelley toca flauta e a mãe piano), filmes (elas adoram George Clooney), livros maravilhosos, boa comida, vinho. Shelley estuda em casa e a mãe trabalha fora. E todos os dias quando ela volta do serviço, inicia-se um ritual com muitas perguntas (elas costumam dizer os pontos altos e baixos de seus dias), muita risada, música e George Clooney. Era a vida perfeita. Desta forma Shelley quase não se lembrava do atentado que quase a levou a morte, no colégio e que deixaram cicatrizes profundas, no corpo e na alma.

Mas toda essa vidinha de contos de fadas está com os dias contados. Na madrugada de seu aniversário de dezesseis anos, um estranho invade o ninho dos ratos. E a partir daí, nada mais vai ser como era antes.

Esse livro é simplesmente arrebatador. Não gosto de dar notas, pois não sou crítica literária, mas se tivesse que dar, com toda certeza seria nota máxima. Apesar de não ser muito fã deste gênero, confesso que passarei a olhá-lo com outros olhos.

Em determinado momento, a leitura estava tão intensa, que pensei em abandonar o livro de tanto medo. Parecia que eu estava lá, participando de toda a história. Mas não consegui. Eu tinha que descobrir até onde isso tudo iria levar as duas. Cheguei a perder o sono. E o final então? Surpreendente!!!!!

Recomendo a todos, até mesmo para quem (assim como eu) não curte muito o gênero suspense. Vocês não irão se arrepender.


P.S.: A música cigana que tocava no celular do estranho que invadiu a toca dos ratos é The Gypsy Wedding - Gypsy King - É de arrepiar!

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